Bichos de terno
Poema crroma
Metrópoles fabricam,
e centros financeiros, pobreza.
Desgastou-se nas pessoas
a humana inflexão.
Estampam-se de orgulho as propagandas.
Quem civilizado se proclama,
apregoa ciência e tecnologia
como cura de todos os males.
O mundo segue estulto
o masculino desígnio
de engarrafamentos, de bombas,
de um câncer em metástase
na natureza.
O governo de homens
que são menos,
que são bichos
autocráticos,
bichos de terno, incansáveis
em reproduzir o absurdo.
